(Gustavo Herrera / Julieta Venegas)

Esta vez somos de papel
somos la corteza de un árbol
que nada tiene que ver
con el sudar del viento

Somos servilleta
y el recibo de luz

Esta vez somos de papel somos
las infracciones y las hojas de la biblia
esta vez somos honestos

Somos servilleta
y el recibo de luz

Esta vez somos de papel
somos la infracciones
esta vez somos honestos para siempre
____________________________________________________________

Esta vez somos de papel
Somos a casca de uma arvore
Que nada tem que ver
Com o suar do vento

Somos guardanapo
E o recibo de luz

Esta vez somos de papel somos
As infrações e as folhas da bíblia
Esta vez somos honestos

Somos guardanapo
E o recibo de luz

Esta vez somos de papel
Somos as infrações
Esta vez somos honestos para sempre

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img-nambara

Adoro esta imagem e o que ela representa. Quando a fiz, tentei expressar o limite entre a inocência e a obscuridade humana. Nós somos tão frágeis em alguns momentos, mas podemos ser monstruosos quando queremos.

…ou você pode pensar que é um anjo.

OBS: As asas foram desenhadas no Adobe Illustrator CS3 e retocadas no Photoshop. A imagem da mulher foi tirada de um banco de imagens, descolorida e escurecida para dar um tom de obscuridade.

Esse poema sim, virou música

Simples Temporal

Agora estou aqui sentado num instante
Como um brilho você vê pelo canto dos meus olhos
Logo não está mais e sempre tive medo
Tente se molhar no rio sem deixar a correnteza te levar.

Lapso de tempo me impede de dormir
Aquilo que eu sonhava, era mais que um sonho
Pisque, sopre e mande aquela carta que voltou
Sinta e rasgue o vento ao mesmo tempo com as palavras de amor

Ela está no fundo,
No futuro, que vem em ondas leves
Sirva-se do fogo
Corrosivo, simples vida, morte e nada mais

Por Thiago Nambara

Vou postar alguns de meus pensamentos. Não são músicas, não são poemas nem é poesia. São apenas palavras vomitadas pela caneta, ou se preferirem, vultos paridos da mente.

Pôr de sol numa foto PB

Quero te perder pra me encontrar
Acabar com tudo pra poder começar
A ser aquele que eu nunca serei
Já que você me pediu o que eu não posso te dar

Nessas ruas asfaltadas
Verdades duras, nuas e cruas
Nesses seus olhos de concreto
Lágrimas e chuva

Volta pra casa e apaga a luz
Veja se sobrou trovões na geladeira

Volta pra casa, me traz um café
E um pôr-de-sol numa foto PB

O gelo do meu copo costumava durar mais
As garrafas do meu bar um dia estava cheias

Você é tudo que teu tenho
Quando não se espera nada,
Quando não se espera nada,
É o nada que me traz você

por Thiago Nambara

augusto_dos_anjos

Psicologia de um vencido

Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênesis da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.

Profundíssimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância…
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.

Já o verme — este operário das ruínas —
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,

Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há-de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!

Augusto dos Anjos

Não sei por que esse poema me veio a mente agora.

Lembro-me de tê-lo lido a primeira vez no colegial. Naquela época eu não dei muita atenção às palavras, mas agora elas me parecem mais duras e diretas. Essas palavras me parecem traduzir toda a fragilidade e insignificância da natureza humana, na sua forma mais visceral.

“…Filho do Carbono e do Amoníaco…”

Incrível como ele faz um contraste entre essa duas palavras que expressam ao mesmo tempo a vida e a morte, a pureza e a poluição.

Mesmo tendo nascido em 1884, as palavras do paraibano Augusto dos Anjos parecem atemporais. Aliás, parecem mais modernas no nunca.

Fiz esse vídeo em algum natal passado. A idéia era tentar capturar uma imagem de cada pessoa para justamente mostrar que família é isso, não importa aonde, como e quando estamos sempre juntos. Desde 3 anos separados por 18.553 km ou até em um vídeo de 2 minutos e meio de duração.

montagem

Bem Vindos de Volta Rê e Dê!

Biscuit Tin
A magneticNorth, agência de design inglesa lançou o projeto Biscuit-Tin, um site interativo que literalmente joga suas fotos do Flickr no chão para que você possa relembrar aquelas que postou há algum tempo. O designer inglês Brendan Dawes. diretor de criação da agência criou o projeto sob o conceito de design emocional, que têm como princípio expressar o sentimento humano em composições digitais. É grátis e vale a pena brincar!

www.biscuit-tin.com

Exposição Daniela Schneider

Dentre os nós emaranhados de fios elétricos que pairam sobre nossas cabeças a todo tempo, Daniela Schneider enxergou beleza. Esta beleza que passa despercebida por nós a todo tempo faz parte do Projeto Linhas Aéreas exposto no Café Aprendiz na Vila Madalena. O mais interessante nisso tudo é que Daniela não é fotógrafa profissional, e sim, mais uma cidadã que soube enxergar poesia onde para muitos de nós só existe o caos. Estas composições fantásticas mostram que existe beleza em tudo que vemos, basta saber enxergá-las.

Eu enxergo música no céu.

Confira a galeria completa no blog de Daniela e visitem a exposição

Para mim, Lenine é o melhor cantor brasileiro da atualidade, pena que só faz shows fora do Brasil. Concordo com ele quando diz que toda forma de arte é política, aliás, há política em tudo que fazemos, desde a hora que acordamos até a hora de ir dormir. Nietzsche acreditava que as relações de poder moldaram a sociedade. E agora? Quem tá com o controle remoto?

Avenida Paulista

São Paulo me deixa confuso. Moro nesta cidade a minha vida inteira e ainda me sinto como um estrangeiro. Me perco tão facilmente andando de carro, que as vezes preferia estar a pé. Essa grandeza me assusta, mas ao mesmo tempo me conforta. A pressa, a correria, a falta de tempo já estão tão enraizados na minha mente que estranharia viver em outro lugar.

Mas vamos ser sinceros, existe noite mais linda do que uma noite de verão na Avenida Paulista? Principalmente se você tiver no 6º andar do prédio da Gazeta.

É claro que não estou levando em conta a poluição, o trânsito, a violência. Mas fazer o que? A cidade somos nós, o resto é concreto.

(…) Esta São Paulo
São tantas cidades
Nunca tantas quantas gostaria de ser

Ouvindo Sampa no walkman
(vidro, concreto e metal)
Ouvindo Sampa no walkman
Duvido de qualquer cartão postal(…)

Humberto Gessinger, Sampa no Walkman

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Fotos do Flickr

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Comentários

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